MESAS

06 NOV - Terça-feira

Palco Principal

19h

Abertura solene com Antônio Grassi

FBDC - Fórum Brasileiro pelos Direitos Culturais

Mesa 01

(Apoio Sesc Rio)

19:30h

Maria Firmina - A Invisibilidade da Mulher Negra Também na Literatura

Eduardo de Assis Duarte, Giovana Xavier, Jarid Arraes e Luciana Diogo

Formato TED

A autora homenageada da FLUP é um clássico exemplo da mulher negra brasileira, historicamente invisibilizada. Intelectuais negras e negros têm trabalhado no sentido de resgatar a obra da autora de "Úrsula", primeiro romance escrito por uma mulher negra nas Américas.

Preta-Porter

20:30h

Hall de Entrada da Biblioteca Parque Estadual

Desfile de modativismo

Curadoria Izabella Aurora Suzart

Jovens estilistas negros fazem releitura do desfile com que Zuzu Angel denunciou a ditadura militar na década de 1970, agora para mostrar que o estado brasileiro mata jovens negros de nossas favelas.

07 NOV - Quarta-feira

Mesa 2

(Apoio Sesc Rio)

14h

Meu Machado

Maurício Hora e Geovani Martins

Mediação: Milton Guran

Uma da armas mais poderosas que a juventude da periferia dispõe para se inserir no mundo é a literatura. Tem sido assim desde Machado de Assis, maior escritor brasileiro da história. Escritores negros contemporâneos leem e discutem a herança desse cria da Rua do Livramento.

Mesa 3

(Apoio Sesc Rio)

18h

Renascença Sankofa

Bonaventure Ndikung e Saul Williams

Mediação: Eugênio Lima

Poucas vezes na história os artistas africanos e da Diáspora conseguiram rimar sucesso comercial e reconhecimento da crítica. A inclusão das narrativas negras no gps da arte mundial se deve a uma dialética Sankofa, em que os pés firmemente fincados na ancestralidade ajudam no salto para o futuro.

08 NOV - Quinta-feira

Mesa 4

(Apoio Sesc Rio)

16h

Na qualidade rara de sereia

Gilberto Gil e Liniker

Mediação: Heloísa Buarque de Hollanda

A música popular brasileira tem sido uma inesgotável plataforma para transgressões que dialogam com os desejos mais libertários de nossa juventude, em particular no campo do comportamento. Tem sido assim desde que os tropicalistas pediram para que o super-homem mudasse o curso da história.

Mesa 5

(Apoio Sesc Rio)

18h

Feminismos plurais

Carla Akotirene, Joice Berth, Juliana Borges e Silvio de Almeida

Formato TED

O Rio de Janeiro começou a perceber a presença da mulher negra nos espaços públicos com a expressiva votação da vereadora Marielle Franco. Como mostra a coleção criada e organizada pela filósofa Djamila Ribeiro, ela própria um fenômeno de popularidade, aqueles milhares de votos depositados nas urnas foram apenas a ponta de um iceberg que tem abalado as estruturas do país.

Lecture Performance

18h30

"Os mortos nunca se vão"

Boneventure Ndikung, Rafa Joaquim, Sol Miranda, Tainah Longras

Auditório Darcy Ribeiro

Lecture performance coletiva, guiada por Boneventure Ndikung, do texto “Those Who Are Dead Are Not Ever Gone”, sobre a manutenção da supremacia e a exploração da riqueza africana pelos museus europeus. Como o Fórum Humboldt, citado no texto, gigantesco e polêmico projeto em Berlim, que reúne coleções de arte e objetos históricos de todo o mundo, muitos deles oriundos dos sangrentos períodos coloniais na África e Ásia. Novos museus abrindo antigas feridas.

09 NOV - Sexta-feira

Mesa 6

(Apoio TV Globo)

14h

Página Reveladas

Maria Duda, Poeta SK, Raya

Mediação: Aílton Graça

Três primeiros colocados do Slam Pequena África discutem a renovação do poetry slam no Brasil e no Rio de Janeiro, cada vez mais popular na periferia. Organizadora do maior evento de slam da América Latina, a FLUP foi uma das maiores responsáveis pela popularização e acima de tudo pela renovação da cena do spoken word na periferia do Rio de Janeiro.

Mesa 7

(Apoio Sesc Rio)

18h

Nossos Passos Vêm de Longe

Djamila Ribeiro, Tom Farias e Ungulani Ba Ka Khosa

Mediação: Thiago Ansel

Djamila Ribeiro, Tom Farias e Ungulani Ba Ka Khosa ganharam relevância em geografias e momentos históricos diferentes. Mas os três têm em comum o resgate de um pensamento ancestral, produzindo narrativas e discursos sobre fatos e personagens decisivos para a subjetividade negra.

10 NOV - Sábado

Mesa 8

(Apoio Instituto C&A)

14h

Quando lemos a nós mesmos

Carla Fernandes, Mtima Solwasi, Paula Anacaona

Mediação: Binho Cultura

Um dos grandes problemas dos jovens criados na Diáspora é que não são apresentados a livros de autores negros, com os quais possam reforçar seus vínculos de pertencimento e acima de tudo melhorar sua autoestima. Que estratégias estão sendo criadas para fornecer os espelhos de que todos precisamos para nos ver em nossos heróis?

Mesa 9

(Apoio Sesc Rio)

16h

Revoluções invisíveis

Ana Maria Gonçalves e Marcelo D'Salete

Mediação: Ale Santos

Os escritores negros têm demonstrado cada vez mais interesse no passado de seu povo, em particular pelas revoluções que somente à custa de muito sangue o poder colonial conseguiu sufocar.

Mesa 10

18h

As Áfricas possíveis

Felwine Sarr e Taiye Selasi

Mediação: Nick Barley

Uma África cada vez mais complexa e diversificada pode ser traduzida por dois neologismos criados por dois expoentes do movimento negro. A Afrotopia que deu título a um dos livros do filósofo senegalês Felwine Sarr fala de um deslocamento geopolítico em direção ao continente africano. E o Afropolitismo da escritora britânica Taiye Selasi aponta para uma geração de negros, como ela própria, totalmente integrada às grandes mudanças em curso na sociedade contemporânea.

20h

Prêmio Carolina Maria de Jesus

Quinta edição do prêmio com que a FLUP homenageia personalidades que tiveram o curso de suas vidas transformado pela literatura, ou que transformaram o curso da vida de outrens por intermédio da literatura.

11 NOV - Domingo

Mesa MPT 11

14h

Primeira pessoa

Ana Paula Lisboa, Spartakus Santiago e Renê Silva

Mediação: Elisiane dos Santos e Valdirene Silva de Assis

Não é uma coincidência semântica o fato de as primeiras pessoas de uma família ou mesmo um bairro a trilharem o caminho do sucesso, usarem as próprias narrativas para ajudar suas irmãs e seus irmãos a rasgarem as cortinas da invisibilidade. Mais do que ninguém, elas sabem que a periferia precisa de referências.

Mesa 12

16h

40 anos de Cadernos Negros

Esmeralda Ribeiro, Márcio Barbosa e Selma Maria

Mediação: Márcio Black

Poucas publicações podem se gabar de ser tão longeva quanto os Cadernos Negros, cuja primeira edição, há exatos 40 anos, tornou-se um marco tanto para a literatura brasileira quanto para o nosso movimento negro. Assinaram suas páginas autores relevantes como Conceição Evaristo e Éle Semog.

Mesa 13

18h

E quando eles não admitem que são racistas?

Mame- Fatou Niang e Rokhaya Diallo

Mediação: Flávia Oliveira

Cidades como Londres, Paris e Berlim se veem como sociedades republicanas no sentido mais amplo da palavra, onde em tese todos teriam direitos e oportunidades iguais. Que narrativas podem ser criadas para desnudar o racismo dos países que se vêem como democracias inclusivas e generosas, principalmente em meio à crise migratória atual?

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